Shonen>Shoujo, pelo menos…

… em questão de feminismo

 

 

Na verdade tudo começou quando eu estava pensando uma resenha sobre o anime K-ON. Sabe, uma daquelas do tipo “O que você não deve assistir” porque até hoje nunca vi ninguém falando algo ruim sobre ele, e digamos que depois de assistir ele, nunca mais consegui assistir outro shoujo. Pensamento vai, pensamento vem e veio a minha cabeça uma cena do mangá que estou lendo atualmente, Eyeshield21. Aí do nada veio uma cena de K-ON. Aí as comparei. Então comecei a escrever isso. Veja elas:
– Eyeshield21: um personagem, ao entrar para o time de futebol americano, imediatamente começa a treinar pelo time, desejando ser o melhor e que todos se orgulhem dele, chegando ao ponto de treinar durante a madrugada.
-K-On: a personagem, depois dela e das amigas ralarem para comprar uma guitarra para ela, no dia seguinte aparece para o ensaio sem ter treinado, já que passou a noite inteira admirando a guitarra.
Poxa, eu sei o que você vai dizer. Dois animes diferentes, histórias diferentes não dá para comparar. Acontece que foi com isso que tive minha epifania. Sabe aquele momento de verdade, que você descobre a origem da vida, de onde você veio e para onde você vai, quais personagens são gays… essas coisas importantes? Pois bem, vive acontecendo comigo e aconteceu outra vez. A verdade suprema! Descobri o segredo dos segredos dos animes. Não sei se essa informação irá queimar os seus olhos, por isso estou falando isso: se você não tem certeza se quer continuar, feche essa página e não continue.
Certo, já que você quis continuar, lá vai:
O shoujo é mais machista que o shonen.
Pode parecer ridículo para alguns, mas é a verdade! E isso é sério, muito sério mesmo. Mas vejamos por etapas. Então primeiro vamos ver o cenário do problema! Já que para algumas pessoas as coisas só são provadas por estatísticas e com fontes muito confiáveis, acho que elas não irão discordar de algo publicado pelo Fórum Econômico Mundial. Sobre um rank publicado sobre igualdade dos sexos o Brasil está em 73 lugar e Portugal está em 39. Mal para o Brasil e bom para Portugal, não? Acontece que o Japão está um pouco pior, em 98, um pouco pior que a China que está em 57 e a Malásia em 93, e melhor que a Koreia do Sul que está em 108. Citei esses países por que seus quadrinhos são muito influenciados pelos mangás japoneses. Se alguém quiser consultar a lista na integra, aqui: http://www.weforum.org/pdf/gendergap/rankings2008.pdf
Mas o que isso significa? Muito simples, significa que não tem como uma pessoa chegar no bar, tomar uma pinga e sair dizendo “Lá no Japão não tem essa de machismo não!” Já que nosso assunto é mangás e animes, vamos comprovar isso nas histórias que vemos. Então vamos fazer a listinha:
– Não dizem que em Dragon Ball, depois da Bulma e da ChiChi se casarem elas ficaram absurdamente chatas? Depois de casadas não mostra elas fazendo nada além de cuidar da casa, do marido e dos filhos, algo que não estava vinculado à ela na primeira fase? E Videl, apesar de saber bater, mais apanhou que tudo e em Dragon Ball GT, depois de se casar, sua personalidade ficou muito, muito mais calma.
– Em Hana Yori Dango, a personagem Kaede Doumyouji, a mãe do protagonista é sempre referida e sempre age como uma pessoa má, hipócrita, que só pensa nos interesses pessoais e não está interessada na felicidade dos filhos. Por algum motivo ela é uma mulher independente, viuva e que administra os negócios da família.
– Em Sanit Seya não há guerreiras femininas, pelo menos não me lembro de nenhuma o que significa que se houver, e de uma importância tão baixa que não dá para se lembrar. Em contrapartida, Saori sempre é salva.
– Em Sailor Moon, e Card Captor Sakura, apesar de haver lutas os poderes das lutadores nunca são adquiridos por treinamento, esforço próprio qualquer coisa desse gênero. Elas sempre acham algum  poder e lutam com ele. Em ambas histórias há personagens masculinos que foi dito que o poder que eles têm é fruto de um treinamento.
– Em xxx histórias há uma supermãe que fica cuidando dos filhos, da casa e sempre é doce e carinhosa.
Viram? É bem evidente o machismo nisso. Então, no meio dessas reflexões me lembro de uma frase que vi não lembro onde. “É no shoujo que as mulheres conquistam seu espaço nessa sociedade machista”, ou algo assim. Então pensei, pensei, pensei e pensei. Vi o pequeno erro então. O shoujo é geralmente escrito por mulheres, mas é mais machista que o shonen, geralmente escrito por homens. E isso é triste. Já que tem que provar a teoria…
Já disse acima, geralmente em um shoujo de luta não há essa de reinar para ficar forte, e sim descobrir poderes para isso, no caso das meninas. No momento em que isso acontece, e na frequencia que acontece, acaba sendo associado uma certa incompetência feminina em lutas, e com isso vem uma falta de seriedade e uma falta de compromisso com as situações. Lembra-se do que fali de K-ON, sobre a menina não ter trinado a tocar guitarra? Estou falando disso. Ela pode até no futuro treinar todos os dias, mas esse não foi o impulso inicial dela.
Também nos shoujos há uma fixação de que o que a mulher deve fazer é se casar, ter um compromisso. Em School Rumble há muito, muito mesmo disso. Há sempre a enfatizarão de que para ser feliz, uma mulher deve estar comprometida, no sentido um namorado acima de tudo. Nesse mangá, uma personagem que diz não quando a chamam para um encontro leva uma bronca da protagonista por isso, falando que o certo seria aceitar (nesse momento algo chamado amor foi para o lixo). Outra hora a protagonista dá outra bronca em outra personagem, que parecia preferir trinar luta a ter encontro com rapazes. Isso nem é um “feche esse mangá/desligue essa televisão e vá procurar um namorado” para que está vendo.
Sem falar na superiorizarão masculina que geralmente há. Acho que para falar disso nada melhor do que falar de mangás one-shorts, que você encontra em qualquer fansub por aí. O cara protagonista sempre é descrito como nobre, inteligente, bom em esporte, simplesmente o máximo, e a garota como a donzela delicada que geralmente tira notas ruins. O bom ficando com o ruim. Se quiserem uma autora que usa muito disso, indico Shinjo Mayu, mas aviso que ela gosta de desenhar coisas com muita pimenta.
Bacana, depois de ver tudo isso, te pergunta a pergunta mais dãã do universo: sabendo que shoujo significa menina, que grupo social lê esse tipo de mangá? Quem falou meninas acertou! Para ser mais precisa, meninas em idade escolar, que estão aprendendo as coisas. Posso ainda ser só uma estudante de psicologia, mas sei bem que nessa idade bastante coisas do caráter e valores são formados. Ao serem submetidas à essas informações de modo constante e divertido, isso irá se agregar em si. Algumas pessoas chama isso de lavagem cerebral.
No shonen, entretanto, foi o lugar de onde veio a surpresa.
Existem shonens bem machistas, como Death Note. Afinal a primeira ação da Misa (olha eu aqui!), antes de revelar o seu rosto foi como uma personagem bem foda, mas depois de mostrar que realmente era, fez muitas besteiras. Isso também vale para todas as personagens femininas da histórias, e digamos que depois de ler Bakuman, tive certeza que os autores duvidam muito da capacidade feminina.
Mas vamos ver outras personagens de outras obras. Vamos simplesmente parar de focar em personagens shonen como Hinata, Shinobu, Inoue, Nodoka e Miho (todas as fofinhas que disseram que iriam se superar mas que ainda não mostraram a competência) e ir para uma outra área. Vamos ver os mangás mais feministas, ou seja, vamos ver as fodonas.
Apesar da Inoue, Belach está cercado de personagens femininas fortes. No começo apareceu Rukia, que apesar de ter o padrão de menina fofinha e delicada japonês (branca, baixinha, cabelos escuros e meio curtos) mostrou ter uma personalidade forte e ter força. Esse anime também possui personagens femininas naquilo que se chama top dos mais fortes, como Yoruichi, Soi, Hallibel e Hiyori, que participam de grandes lutas e sempre são apresentadas com respeito. Apesar da história ter apresentado duas mulheres raptadas para serem resgatadas, já apresenta muito mais feminismo que muitos mangás femininos.
Apesar de não acompanhar, One Piece tem raras cenas machistas. Esse é um dos poucos mangás que tem algo: mulher feia. Sim, pode perceber que são poucos autores que usam esse tipo de personagem nas suas histórias, não usando mulheres só para enfeitar as histórias com a sua beleza. E porrada não é poupada para as moças de lá: batem, apanham tanto quanto os homens.
Fairy Tale também é uma caso interessante. Esse é o primeiro mangá que veio a minha cabeça em que o primeiro personagem realmente forte (tirando o principal) a aparecer foi uma mulher. Erza Scarlet é uma personagem que todo mundo parece respeitar, que já chegou espancando todo mundo e ainda consegue ter peito grande e um romance em sua história. Esse mangá é a prova viva de que não é preciso para ser feminista de ser uma machona
Fullmetal Alchemist é ainda mais interessante nesse quesito. Isso porque o autor é autora. Sim, caso você não saiba Hiromu Arakawa é uma mulher que escreve shonen! Talvez pelo fato de ser uma mulher no meio de homens disputando trabalho, ela inda tem resquicios na forma de vários personagens masculinos e um pouco em Winry. Todavia ela conseguiu colocar na história quatro mulheres fortes na história. Lust, Riza, Generala Armstrong e Izumi bate a apanham na história.
Como mais falo de Naruto, tenho que falar dele. Apesar de Kishimoto ser um filho da mãe quando fala que pelo fato de ter mais mulheres lendo seu mangá iria enfiar mais romance, ele conseguiu fazer uma grande evolução nessa de machismo/feminismo, dando uma aula de como transformar um personagem de uma coisa para a outra. No começo Sakura vivia para um homem, Sasuke, mas depois de um grande choque, decide que vai mudar ela mesma. Só que ao contrário das personagens mais machistas que falam isso e apresentam pouco mudando ou mudança alguma (veja a lista em 4 parágrafos acima) ela apresentou uma mudança enorme, sendo agora feminista. Não só treinou para valer como mostrou uma mudança de força radical, chegando ao ponto de ter uma grande batalha na qual junto com Chyio saiu vencedora. Sua personalidade também mudou, não sendo mais tão devotada.
Indo para outros personagens femininos, tirando a Ino (que se apresentando como o tipo que não luta) e Hinata (o velho clichê das fofinhas que falam que vão mudar já mencionada acima), o resto luta. Temari já mostrou o seu poder quando foi ajudar Shikamaru, Tsunade bateu em Orochimaru, Ten Ten conseguiu vencer ela mesma, Konan partiu para cima de Jiraiya. Contudo ainda foi apresentado Tsunade não lutando na invasão de Pain e Konan simplesmente obedecendo Pain, colocando Kishimoto o mais machista dos apresentados como Shonen Feministas.
Contudo no fim da minha pesquisa tive meu maior desapontamento. Sim, o mais feminista de todos. O mangá se chama Hataraki man, mas não consegui nem achar legendado em português e nem em inglês, o que mostra que nem é muito procurado (se alguém achar, me manda). E o pior ainda: é sennin, não dedicado ao publico masculino. É sobre uma mulher que trabalha muito e é legal…
Conclusão? Acho que tudo o que disse vai ser esquecido, só isso…

Na verdade tudo começou quando eu estava pensando uma resenha sobre o anime K-ON. Sabe, uma daquelas do tipo “O que você não deve assistir” porque até hoje nunca vi ninguém falando algo ruim sobre ele, e digamos que depois de assistir ele, nunca mais consegui assistir outro shoujo. Pensamento vai, pensamento vem e veio a minha cabeça uma cena do mangá que estou lendo atualmente, Eyeshield21. Aí do nada veio uma cena de K-ON. Aí as comparei. Então comecei a escrever isso. Veja elas:

– Eyeshield21: um personagem, ao entrar para o time de futebol americano, imediatamente começa a treinar pelo time, desejando ser o melhor e que todos se orgulhem dele, chegando ao ponto de treinar durante a madrugada.

-K-On: a personagem, depois dela e das amigas ralarem para comprar uma guitarra para ela, no dia seguinte aparece para o ensaio sem ter treinado, já que passou a noite inteira admirando a guitarra.

Poxa, eu sei o que você vai dizer. Dois animes diferentes, histórias diferentes não dá para comparar. Acontece que foi com isso que tive minha epifania, principalmente depois da grande sessão de animes sobre vampiro que assisti para purificar a mente. Sabe aquele momento de verdade, que você descobre a origem da vida, de onde você veio e para onde você vai, quais personagens são gays… essas coisas importantes? Pois bem, vive acontecendo comigo e aconteceu outra vez. A verdade suprema! Descobri o segredo dos segredos dos animes. Não sei se essa informação irá queimar os seus olhos, por isso estou falando isso: se você não tem certeza se quer continuar, feche essa página e não continue.

Certo, já que você quis continuar, lá vai:

O shoujo é mais machista que o shonen.

Pode parecer ridículo para alguns, mas é a verdade! E isso é sério, muito sério mesmo. Mas vejamos por etapas. Então primeiro vamos ver o cenário do problema! Já que para algumas pessoas as coisas só são provadas por estatísticas e com fontes muito confiáveis, acho que elas não irão discordar de algo publicado pelo Fórum Econômico Mundial. Sobre um rank publicado sobre igualdade dos sexos o Brasil está em 73 lugar e Portugal está em 39. Mal para o Brasil e bom para Portugal, não? Acontece que o Japão está um pouco pior, em 98, um pouco pior que a China que está em 57 e a Malásia em 93, e melhor que a Koreia do Sul que está em 108. Citei esses países por que seus quadrinhos são muito influenciados pelos mangás japoneses. Se alguém quiser consultar a lista na integra, aqui: http://www.weforum.org/pdf/gendergap/rankings2008.pdf

Mas o que isso significa? Muito simples, significa que não tem como uma pessoa chegar no bar, tomar uma pinga e sair dizendo “Lá no Japão não tem essa de machismo não!” Já que nosso assunto é mangás e animes, vamos comprovar isso nas histórias que vemos. Então vamos fazer a listinha:

– Não dizem que em Dragon Ball, depois da Bulma e da ChiChi se casarem elas ficaram absurdamente chatas? Depois de casadas não mostra elas fazendo nada além de cuidar da casa, do marido e dos filhos, algo que não estava vinculado à ela na primeira fase? E Videl, apesar de saber bater, mais apanhou que tudo e em Dragon Ball GT, depois de se casar, sua personalidade ficou muito, muito mais calma.

– Em Hana Yori Dango, a personagem Kaede Doumyouji, a mãe do protagonista é sempre referida e sempre age como uma pessoa má, hipócrita, que só pensa nos interesses pessoais e não está interessada na felicidade dos filhos. Por algum motivo ela é uma mulher independente, viuva e que administra os negócios da família.

– Em Sanit Seya não há guerreiras femininas, pelo menos não me lembro de nenhuma o que significa que se houver, e de uma importância tão baixa que não dá para se lembrar. Em contrapartida, Saori sempre é salva.

– Em Sailor Moon, e Card Captor Sakura, apesar de haver lutas os poderes das lutadores nunca são adquiridos por treinamento, esforço próprio qualquer coisa desse gênero. Elas sempre acham algum  poder e lutam com ele. Em ambas histórias há personagens masculinos que foi dito que o poder que eles têm é fruto de um treinamento.

– Em xxx histórias há uma supermãe que fica cuidando dos filhos, da casa e sempre é doce e carinhosa.


Viram? É bem evidente o machismo nisso. Então, no meio dessas reflexões me lembro de uma frase que vi não lembro onde. “É no shoujo que as mulheres conquistam seu espaço nessa sociedade machista”, ou algo assim. Então pensei, pensei, pensei e pensei. Vi o pequeno erro então. O shoujo é geralmente escrito por mulheres, mas é mais machista que o shonen, geralmente escrito por homens. E isso é triste. Já que tem que provar a teoria…

Já disse acima, geralmente em um shoujo de luta não há essa de reinar para ficar forte, e sim descobrir poderes para isso, no caso das meninas. No momento em que isso acontece, e na frequencia que acontece, acaba sendo associado uma certa incompetência feminina em lutas, e com isso vem uma falta de seriedade e uma falta de compromisso com as situações. Lembra-se do que fali de K-ON, sobre a menina não ter trinado a tocar guitarra? Estou falando disso. Ela pode até no futuro treinar todos os dias, mas esse não foi o impulso inicial dela.

Também nos shoujos há uma fixação de que o que a mulher deve fazer é se casar, ter um compromisso. Em School Rumble há muito, muito mesmo disso. Há sempre a enfatizarão de que para ser feliz, uma mulher deve estar comprometida, no sentido um namorado acima de tudo. Nesse mangá, uma personagem que diz não quando a chamam para um encontro leva uma bronca da protagonista por isso, falando que o certo seria aceitar (nesse momento algo chamado amor foi para o lixo). Outra hora a protagonista dá outra bronca em outra personagem, que parecia preferir trinar luta a ter encontro com rapazes. Isso nem é um “feche esse mangá/desligue essa televisão e vá procurar um namorado” para que está vendo.

Sem falar na superiorizarão masculina que geralmente há. Acho que para falar disso nada melhor do que falar de mangás one-shorts, que você encontra em qualquer fansub por aí. O cara protagonista sempre é descrito como nobre, inteligente, bom em esporte, simplesmente o máximo, e a garota como a donzela delicada que geralmente tira notas ruins. O bom ficando com o ruim. Se quiserem uma autora que usa muito disso, indico Shinjo Mayu, mas aviso que ela gosta de desenhar coisas com muita pimenta.

Bacana, depois de ver tudo isso, te pergunta a pergunta mais dãã do universo: sabendo que shoujo significa menina, que grupo social lê esse tipo de mangá? Quem falou meninas acertou! Para ser mais precisa, meninas em idade escolar, que estão aprendendo as coisas. Posso ainda ser só uma estudante de psicologia, mas sei bem que nessa idade bastante coisas do caráter e valores são formados. Ao serem submetidas à essas informações de modo constante e divertido, isso irá se agregar em si. Algumas pessoas chama isso de lavagem cerebral.

Mas é claro que existem autoras diferentes disso, como por exemplo Momochi Reiko (Confidential Confessions), Suenobu Keiko (Life), Fuyumi Souryou (Mars), Ai Yazawa (Nana, Paradise Kiss).

No shonen, entretanto, foi o lugar de onde veio a surpresa.

Existem shonens bem machistas, como Death Note. Afinal a primeira ação da Misa (olha eu aqui!), antes de revelar o seu rosto foi como uma personagem bem foda, mas depois de mostrar que realmente era, fez muitas besteiras. Isso também vale para todas as personagens femininas da histórias, e digamos que depois de ler Bakuman, tive certeza que os autores duvidam muito da capacidade feminina.

Mas vamos ver outras personagens de outras obras. Vamos simplesmente parar de focar em personagens shonen como Hinata, Shinobu, Inoue, Nodoka e Miho (todas as fofinhas que disseram que iriam se superar mas que ainda não mostraram a competência) e ir para uma outra área. Vamos ver os mangás mais feministas, ou seja, vamos ver as fodonas.

Apesar da Inoue, Belach está cercado de personagens femininas fortes. No começo apareceu Rukia, que apesar de ter o padrão de menina fofinha e delicada japonês (branca, baixinha, cabelos escuros e meio curtos) mostrou ter uma personalidade forte e ter força. Esse anime também possui personagens femininas naquilo que se chama top dos mais fortes, como Yoruichi, Soi, Hallibel e Hiyori, que participam de grandes lutas e sempre são apresentadas com respeito. Apesar da história ter apresentado duas mulheres raptadas para serem resgatadas, já apresenta muito mais feminismo que muitos mangás femininos.

Apesar de não acompanhar, One Piece tem raras cenas machistas. Esse é um dos poucos mangás que tem algo: mulher feia. Sim, pode perceber que são poucos autores que usam esse tipo de personagem nas suas histórias, não usando mulheres só para enfeitar as histórias com a sua beleza. E porrada não é poupada para as moças de lá: batem, apanham tanto quanto os homens.

Fairy Tale também é uma caso interessante. Esse é o primeiro mangá que veio a minha cabeça em que o primeiro personagem realmente forte (tirando o principal) a aparecer foi uma mulher. Erza Scarlet é uma personagem que todo mundo parece respeitar, que já chegou espancando todo mundo e ainda consegue ter peito grande e um romance em sua história. Esse mangá é a prova viva de que não é preciso para ser feminista de ser uma machona

Fullmetal Alchemist é ainda mais interessante nesse quesito. Isso porque o autor é autora. Sim, caso você não saiba Hiromu Arakawa é uma mulher que escreve shonen! Talvez pelo fato de ser uma mulher no meio de homens disputando trabalho, ela inda tem resquicios na forma de vários personagens masculinos e um pouco em Winry. Todavia ela conseguiu colocar na história quatro mulheres fortes na história. Lust, Riza, Generala Armstrong e Izumi bate a apanham na história.

Como mais falo de Naruto, tenho que falar dele. Apesar de Kishimoto ser um filho da mãe quando fala que pelo fato de ter mais mulheres lendo seu mangá iria enfiar mais romance, ele conseguiu fazer uma grande evolução nessa de machismo/feminismo, dando uma aula de como transformar um personagem de uma coisa para a outra. No começo Sakura vivia para um homem, Sasuke, mas depois de um grande choque, decide que vai mudar ela mesma. Só que ao contrário das personagens mais machistas que falam isso e apresentam pouco mudando ou mudança alguma (veja a lista em 4 parágrafos acima) ela apresentou uma mudança enorme, sendo agora feminista. Não só treinou para valer como mostrou uma mudança de força radical, chegando ao ponto de ter uma grande batalha na qual junto com Chyio saiu vencedora. Sua personalidade também mudou, não sendo mais tão devotada.

Indo para outros personagens femininos, tirando a Ino (que se apresentando como o tipo que não luta) e Hinata (o velho clichê das fofinhas que falam que vão mudar já mencionada acima), o resto luta. Temari já mostrou o seu poder quando foi ajudar Shikamaru, Tsunade bateu em Orochimaru, Ten Ten conseguiu vencer ela mesma, Konan partiu para cima de Jiraiya. Contudo ainda foi apresentado Tsunade não lutando na invasão de Pain e Konan simplesmente obedecendo Pain, colocando Kishimoto o mais machista dos apresentados como Shonen Feministas.

Contudo no fim da minha pesquisa tive meu maior desapontamento. Sim, o mais feminista de todos. O mangá se chama Hataraki man, mas não consegui nem achar legendado em português e nem em inglês, o que mostra que nem é muito procurado (se alguém achar, me manda). E o pior ainda: é sennin, não dedicado ao publico masculino. É sobre uma mulher que trabalha muito e é legal…

E essa parte agora foi escrita depois de ter sido publicado. Me surpreendi bastante com a popularidade do sennin Claymore, várias pessoas falaram dele e só não escrevi sobre ele aqui porque pensava que era pouco conhecido. E de fato é um mangá muito feminista, basicamente por uma coisa: há um ou dos homens lutando, o resto é tudo, tudo mulher dando porrada! Isso mesmo o que você ouviu, uma mangá com lutas para adultos, sendo assim um tanto quanto violento, só com mulheres. Morreu nesse ponto a tese que mulher bate pouco!

Conclusão? Acho que tudo o que disse vai ser esquecido, só isso…

~ por Misa Misa em 15/08/2009.

20 Respostas to “Shonen>Shoujo, pelo menos…”

  1. Nossa

    Realmente, adorei a análise HSAOISHAIOSHAIOSHOSHAIOSHAIHOSHASHAO

    FMA é o que menos vemos isso, já que é autora.

    Kishimoto é machista por natureza, apesar de mostrar Sakura forte no começo foi só isso.

    Fairy Tale e One Piece são onde as mulheres mais se destacam em lutas, apesar de terem muuuuuito fanservice.

  2. Você esqueceu de Claymore, só tem mulher lutando, muito loco!
    é um Seinen que ao contrario do que você disse, é sim dedicado ao publico masculino(entre 20 e 40 anos), dedicado ao publico feminino mais maduro seria Josei.
    dos que vi até agora Claymore é o mais feminista, vale apena! eu recomendo!

  3. herrr… eu achei interessantes. mas shoujo e a minha vida ai aia ia *-* *APANHA* enfim, amei a comparação, aina mais quando foram citados FMA Ç______Ç e One Piece. <333333 mas em todo caso, no shoujo as garotas ganham sim poderes, MAS elas se esforçam muito pra fazer esse poder crescer, como SCC. Sakura teve q se esforçar muito para seu poder crescer ao decorer da série. E olha, acho que não seriam muitas as garotas qe aceitariam poderes mágicos para passar metade da sua vida salvando o mundo e lutando contra monstros. Na verdade eu não conheço nenhuma que com certeza aceitaria isso u_u. E ISSO FICOU ENORME *morre*

  4. auhuahahuauhuha … vc começou bem… de fato é seinen, nao seenin e é josei pra mulheres.
    Bom, gostei do que disse, de fato tem muito machismo nos mangás em geral, mas tbm existem muitos autores e autoras feministas ou femistas msm, o importante é o leitor ter em mente oq se qr, se vc tem uma ideia muito tola sobre algo, como as adolescentes iludidas com alguns shoujos, com o amadurecimento a pessoa acaba aprendendo q as coisas nao funcionam bem daquele jeito, é a vida… e isso nao tem só em mangás, mas em livros, filmes [antigos já], etc… agora… eu sou fã de shoujo, gosto de romances e sou um tanto sonhadora nesse aspecto, mas fujo dos muito melosos e viajados, e isso varia do autor, nao do genero, meus motivos pra nao ler muitos shonens é pq me canso facil com as inumeras batalhas e afins… os mais estratégicos como Death Note ou moderadamente(?) góticos como D.Grayman me prendem mais, resumindo, é uma questao de gosto pessoal… oq nos atrai, nos atrai… o importante é ter disponibilidade de mercado😄

    E isso grande o -o … foi mal ^^

  5. Oi, adorei a sua análise… q bom, pensava q só eu via as coisas desse jeito…

  6. Eu adoro Claymore, exatamente pelo que tu disseste, mulheres lutando, apanhando, se superando, convivendo juntas e sobrevivendo. É o melhor anime que eu já vi, adoro muito ver esse tipo de coisa.

    Não suporto, aquelas personagens que sempre precisam ser salvas (por homens), que são inúteis, inferiores, não contribuem em NADA na estória, arg! detesto!

    Acho que é porque eu tenho tendências feministas, sei lá ahsaushaus!

    Gosto do personagem da Sakura de Naruto também, ela ganhou meu respeito, quando decidiu mudar de atitude.

    Tu cita Fairy Tail, sim, Erza é uma personagem bem legal, uma pena que as vezes ela não consegue vencer o protagonismo³¹² do principal, lamentável.

    Bom, ótima análise, gostei.

    … Claymore is all!!

  7. Bom eu achei que vc fez uns comentarios não muito importante. Como School rumble e K-on eu acho que vc faz o anime se tornar uma merda. Se vc não assistir com o espirito de ” Criticadora ” Os animes não teria essa noção se os animes são machistas ! Você seria a primeira da lista..
    Eu achei que existem sim animes machistas mais são muitos poucos !
    mas eu não acho que seria dessa maneira que vc os descreve não !
    Bom, Sou sim uma otaku e gosto de ver animes shoujos Mas parece que vc faz os shoujo virar um lixo sem nececidade .. Oque que tem aver k-on com Eyeshield21 Poxa senhorita ou senhor seila .. Se quer falar sobre algum anime Faça algo dignino ..
    Me desculpa pela franqueza mais realmente tava muito sem sentido!

  8. HUM Q POSSO DIZER???

    ñ sei se vc ja ouviu falar mas SOUL EATER, n e tão maxista.

    fala sobre um mundo onde DEUS, é o deus da morte.

    a história e muiito doida então tenha paciencia e ñ ria. Hehe.

    bem começa contando a hiostória de um passado recente, um Death Scythe (arma do deus da morte) se torna um kishin (meio q um demonio SUPER poderoso) a morte o tarnca, e sem explicar no começo cria uma escola para shukonins (crianças “especiasis”) e armas (que se “tornarão Death Scythes), a missão dos shukonins e fazer as armas virarem Death Scythes (fazendo a arma comer 99 ovos de kishin, e uma alma de bruxa), para depois entrega-las ao deus da morte.

    lógico q no meio tem uma revirvolta do cão mais vc ve isso depois.

    maka e a shukonin de soul eater (que e um garoto que vira uma foice).
    Maka e filha de um Death Scythe com uma shukonin (que por sinal foi quem fez o pai dela virar Death Scythe).
    maka e garota com sentimentos fortes e explozivos (que poderia se rconssiderado maxismo)

    maka no final acaba d vez com o kishin.

    são 51 episodio que ja esão em anime (esses eu vi)
    sei que tem mais episodios sendo lançados em manga mas ainda n tive tempo.

    vai ai a dik espero que goste.

    te mais.

  9. eu tb pensava desse jeito, mas mudou meu ponto de vista.
    domo arigatou (e esse manga eu vou dar uma varrida em overdrives p ver se eu acho) pela idea. amei mesmo.

    Yuh-Chan, Only Animes. Simples Assim…

  10. A China em 57° lugar e ainda por cima está na frente do Brasil e do Japão? Isso só pode ser piada de mal gosto! Lá eles matam várias crianças todo dia por causa da lei do filho único, se uma mulher já tem um filho e engravida de novo o governo simplismente vai lá e faz um aborto. Isso sem contar que as poucas meninas que nascem são abandonadas ou assassinadas para que o casal possa ter um menino no lugar.

    Francamente, não tem como um país assim conseguir um rank desses. Nem mesmo os países muçulmanos mais radicais chegam a isso

  11. Isso, não é de se espantar, já que no japão antigamente quando nsacia filhas mulheres eles abandonavam nas ruas para morrer. Todo esse preconceito e discriminação vem de muito tempo, E como o Japão por ser um Pais que mesmo tornando-se um dos mais modernos, continua até hoje com suas tradições. Se eu não me engano a “Lei” do filho unico dita acima não é na china é no Japão, não por causa de preconceito e coisa e tal, e sim por taxa de natalidade devido o tamanho do país ser muito pequeno, se eles deixassem livres (como no Brasil) não teriam mais como viver lá dentro, no Brasil não existe isso por que nosso território é enorme.Na China o tempo em que se matava meninas passou, por causa do grande imapacto que houve na falta de mulheres posteriormente, parece que muitos viraram monges, por não haverem mais mulheres, ao contrario do que se pensa ultimamente o crescimento economico da China tem ultrapassado o do Brasil.

  12. Verdade seja dita, naruto está em decadência.

    Kishimoto está sem controle sobre a estória. Investiu demais em personagens sem prezar por um mínimo de lógica. Até as personagens novas são cópias de outras, só que com aparências diferentes.

    Tem hora que parece Shojo, outras shonen, muitas vezes yaoi. Dá pra ver que é um apelo claramente comercial. Acho que seu fôlego artístico acabou, e, no entanto, para ele é difícil terminar algo que é bastante lucrativo.

    Tem gente que não conhece, mas no início do sec XX era costume ler novelas em periódicos (revistas) e em jornais. A idéia que passa é a de Naruto virou uma novela de periódicos.

    Fica parecendo que autor faz aquelas pesquisas de intenção de voto e muda o ritmo da estória de acordo com o gosto do eleitor.

    A personagem Sasuke é uma vítima disso. Ficou vazio de tanto que já foi explorado. Antes era complexo e se destacava sem precisar ficar exposto, o que ocorre hoje claramente para vender mais para um público feminino ou “masculino”.

    O protagonista cai no mesmo buraco. É igual horário eleitoral: ganha quem tem mais tempo de TV.

    Outra coisa que eu nunca entendi é a ausência de personagens femininos que tenha real valor. Tirando tsunade, o que vejo são mulheres dependentes da força masculina para conseguir “seus” objetivos. Sei que Kishimoto é japonês, e lá no Japão, até hoje, o macho dum casal anda na frente da mulher, mas tinha uma esperança fraca que o autor não fosse preconceituoso.

    O que as nulheres têm? Hinata como a típica personagem inferiorizada pela cultura patriarcal, que quer sair da mando do pai para cair na do marido, mais precisamente, direto ao fugão. Isso explica muito da preferência masculina.

    Há tb a Sakura. Desculpem, mas, como mulher, é que mais deprecia a gente. Digo isso pq passa a falsa ideia de independência. Talvez seja por minha decepção, confesso. Esperava que ela tivesse uma autonomia que a fizesse agir sem um vínculo humilhante com um macho sem valor. E tem gente que defende esse tipo de relacionamento. Ela tem alguma meta que seja para si mesma? Não. A meta dela até aqui é ser “mulher de malandro”. Desculpem, mas isso é verdade.

    Meninas, são essas minhas críticas. Sempre que nós lermos uma estória, temos que manter um olhar crítico para conhecermos os reais valores que passam escondidos. Tenham cuidado ao defender bandeiras que dissimuladamente estão contra nossa classe.

    Abraços.

  13. Muito bom o post, um dos melhores que eu já vi em assunto de animes. Tá certíssima! Eu espero que esse machismo acabe ou pelo menos diminua, se você olhar bem a sakura no começo era extremamente irritante e a maioria das pessoas não gostavam dela, mas depois que ela cortou o cabelo e decidiu lutar ela se tornou mais importante (inclusive quando se fala em sakura essa cena é a mais lembrada), e ficou ainda melhor no shippuden sem perder a delicadeza.

  14. Tá aí uma verdade,que se fodam os meninos,eu sou muito mais foda que todos os protagonistas de animes juntos u___ú
    E como você disse ai,o Kisihimoto é o autor do meu anime/mangá preferido mais é o mais filha da puta,filha da putamente machista \z
    Ele tem a Sakura,acho que ela daria uma ótima personagem e ele nem usa ela \z Aff \z

    Que preconceito viu,mas eu concordo com cada linha.O melhor post sobre animes que eu já li em toda a minha vida (Y)

  15. Adorei sua análise, One Piece e Fairy tail são realmente animes em que as mulheres soltam a porrada, Claymore então nem se fala… Bleach também tem mulheres fortes, assim como Halibel, Youruichi, Neliel, Soi Fong…
    Mas Kishimoto é muito fdp mesmo, em Naruto eu considero apenas 3 personagens femininas realmente fortes e determinadas que são Konan, Mei Terumi e Tsunade, e por incrível que pareça, ele não dá um pingo de valor a essas personagens, principalmente à Konan que partiu logo, o resto das personagens femininas de Naruto não mostrou competência…

  16. Desculpa mas você não deveria falar de algo que não conhece em saint seya há guerreiras sim ,por exemplo, marin e china e foram muito importantes para o anime marin foi mestre do seya e vez ou outra sempre o ajudava lutando com alguns inimigos e china nem se fala no começo ela deu muito trabalho para o seya lutando de igual para igual e até sendo superior lutou também com outros guerreiros.

  17. Na verdade, isso tudo não tem nada a ver com machismo/feminismo, mas apenas com questões de mercado e público. Naruto é um mangá shounen, qual é público alvo a quem os shounens são destinados? Isso mesmo! Garotos!… Então é de se esperar que esse tipo de mangá mostre o que atrai os garotos, assim como shoujos mostram coisas que atraem garotas. Em relação a isso é preciso levar algumas coisas em consideração:

    1. Garotos e garotas possuem gostos diferentes e isso se reflete nas estórias que eles lêem. É óbvio que os protagonistas de shounen sempre serão mais esforçados que os de shoujo, pois em geral a vida dos homens é mais dura que das mulheres, principalmente no Japão, onde conseguiram incorporar uma cultura de machismo utilitário(cavalheirismo, obrigações do homem como provedor) com feminismo moderno(carreiras com altos salários, divórcio fácil, poucas responsabilidades para com a família).

    2. O mundo de Naruto é um lugar extremamente hostil, onde as qualidades masculinas são mais bem aproveitadas que as femininas. Por acaso ele está sendo machista ao mostrar homens sendo fortes em um ambiente onde ELES são melhores e numa revista cujo público alvo são homens?

    3. Kishimoto tem todo direito de colocar o que quiser em Naruto, foi ele quem criou a história, os personagens e tudo que compõe o universo de Naruto. Será que isso não lhe dá moral para decidir quem vai ser quem no mangá? Se for ver ele já está fazendo demais ao colocar algumas mulheres como sendo fortes em um ambiente onde elas não são. O fato de Naruto ter atraído uma grande quantidade de leitoras para sua obra não lhe dá o direito de querer mudá-la.

    4. A maioria das meninas reclamam do fato das mulheres de Shounen estarem relegadas a papéis secundários como de esposa e mãe, porém não há nada de errado nisso. São papéis belos e muito importantes, sem contar que os autores nunca demonstraram discriminação ou desrespeito com essas mulheres retratando-as como inferiores ou coisa parecida, elas até foram dignificadas ao assumirem tais papéis(como a Bulma, que de egoísta e fútil, se tornou mais responsavel e preocupada com os amigos).

    Os shoujos, por sua vez, esse sim demonstram desrespeito com o sexo oposto. Em Sailor Moon, por exemplo, os homens são tratados como se fossem estúpidos e retardados: o Kelvin, por exemplo, sempre age como um idiota e é tratado como lixo pela protagonista e pelas outras garotas e por que?! Só por gostar da protagonista e querer o bem dela. Na família das protagonistas sempre tem algum parente(homem) fazendo idiotices e sendo tratado com tapas, chutes ou xingamentos… A única excessão a essa regra são os homens bonitos, esses por sua vez, podem fazer o quiserem e elas aceitam de boa.

    Ah e outra coisa, ao contrário da crença popular, não são todos os personagens masculinos que se destacam num mangá shounen, a maioria deles ficam relegados a papéis secundários para que o protagonista e mais alguns poucos possam brilhar(quer exemplos? O Kuririn, o Rock Lee, o Jabu de Unicórnio, etc)

  18. iasuhiahsuihasi gostei do comentário final kkkk
    eu ia dizer mesmo que os animês shonen também são tanto feministas quanto os shoujo, mas você já disse xD
    gostei do post.

  19. O Japão ainda é um pais bastante conservador e preocupado com a honra, então não é de se admirar que tenha um forte machismo. É de se admirar muito menos que as mulheres sustentem o pensamento sexista que lhes foi forçado desde cedo. Quanto ao tema, acho errado analisar dessa forma uma coisa tão ampla e comercial como nichos de mercado(shoujo, shounen, jousei, seinen, etc.).
    Produtos voltados ao público infantil raramente fogem a normatividade e isso não é exclusividade do mercado japonês.
    Agora, dizer que um shounen é “menos machista” porque tem uma mulher lutando, para cada vinte homens mais fortes que ela é o mesmo que dizer que é “menos machista” uma empresa que emprega, com um salário reduzido, uma cota obrigatória de mulheres peitudas.

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